setembro 14, 2005

O Diário de Luiz Pacheco

O famoso João “Sacristão” nunca mentia. E, nos funerais, quando tinha de acompanhar o corpo, lá ia ele com a sua ladainha: - Era bom rapaz.
Mas se por acaso o Ti João não conhecia o defunto, coisa rara, pois era mais velho do que os velhos e não havia alma que ele não soubesse quem era, residisse o fulano no seu Bairro de S. Domingos, na Anunciada, ou por qualquer parte do concelho de Setúbal, o teor da retórica era ligeiramente diferente: - Dizem que é bom rapaz.
Mentir a “Deus” era coisa que o sacristão não fazia.
Assim estou eu com «O Diário de Luiz Pacheco» que, segundo um telefonema de António Mega Ferreira para o meu amigo Teófilo Duarte “é literatura da melhor. É genial, do melhor que foi publicado nos últimos tempos".
Conheço o Pacheco há quarenta anos e sempre li os seus textos, mas este não conheço.
Acredito no Mega Ferreira e recomendo.
É editado pela Dom Quixote.

Publicado por dizerbem em setembro 14, 2005 07:58 PM
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